Home Office: vale a pena para a empresa?

O trabalho home office vem crescendo em tamanho no Brasil. Mas, apesar do nome sugerir, não é necessariamente um “trabalho em casa”. Podemos caracterizá-lo como trabalho remoto, já que o principal aqui é o trabalho fora da empresa.

Esse modelo de trabalho é a aspiração de muitos profissionais. Mas, na verdade, a dedicação, principalmente por parte de empreendedores e autônomos, é muito maior! O expediente muitas vezes não acaba às 18 horas. E o final de semana nem sempre chega ao fim da sexta.

Mesmo levando essas condições em conta, o modelo home office atrai muitos profissionais. Seja por sua comodidade ou pela chance de passar mais tempo próximo da família.

Mas hoje vamos falar das vantagens e desvantagens do home office para a empresa. Será que realmente vale a pena adotar esse modelo de trabalho?

Home office é um modelo de trabalho interessante…

São muitas as vantagens provenientes do trabalho remoto para a empresa.

Mas vale ressaltar que, para que esse modelo seja adotável, deve seguir a regra dos três perfis. Ou seja, o ambiente, a família e o profissional devem possuir as características necessárias para que esse trabalho ocorra de forma eficiente.

E, além disso, é preciso levar em consideração que algumas funções são restritivas nesse sentido. Seja por depender de fatores internos da empresa ou mesmo por lidar com informações sigilosas.

Assim, vejamos algumas vantagens do home office para empresas.

Economia

O custo de um funcionário pode chegar a até 3 vezes o valor de seu salário, segundo pesquisa feita pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) e CNI (Confederação Nacional das Indústrias).

Assim, ao se adotar o home office, a empresa tem a economia com diversos encargos sociais. E, além disso, também economizaria com custos de locação, como equipamento dedicado, etc.

Produtividade

Em casa (ou qualquer outra lugar que o colaborador exerça suas atividades), as interrupções praticamente não existirão. Ou seja, o foco na tarefa realizada será muito maior e, consequentemente, sua produtividade também.

O advento do trabalho remoto na Philips trouxe a eles um aumento de 5% no nível de produtividade dos funcionários.

Satisfação

Foi feita uma pesquisa pela PwC em conjunto com a FGV, junto a cerca de 1,6 milhão de funcionários de diversas empresas nacionais. A grande maioria desses funcionários tinha como aspiração o trabalho remoto – lado a lado com promoções por meritocracia e remuneração mais competitiva. Ou seja, a partir daí podemos ver a importância do home office para essa nova geração de profissionais.

Então, ao adotar esse modelo de trabalho, a empresa passa a ser vista com outros olhos por seus funcionários.

…mas nem tudo são flores

Apesar de o home office possuir diversas vantagens para a empresa, nem sempre é um modelo a se adotar. É sempre importante levar em conta todas as variáveis que sua empresa apresenta, bem como um balanço entre vantagens e desvantagens.

Escolha do profissional

Os profissionais de RH, responsáveis por contratações, sabem que os funcionários possuem perfis diferenciados entre si. E uma característica que nem todos possuem é a capacidade de um trabalho a distância, sem supervisão.

Por isso, a seleção de um profissional para trabalho home office deve ser muito mais criteriosa. Deve-se considerar muitas características que, muitas vezes, não são tão relevantes num processo tradicional.

Distanciamento

Ao mesmo tempo em que o home office é capaz de trazer mais produtividade ao profissional e à empresa, também pode trazer um antônimo. É o que dizem cerca de 43% dos entrevistados em pesquisa realizada pela Steelcase.

Segundo eles, é difícil ter o mesmo nível de entendimento por telefone ou vídeo.

Desenvolvimento

A distância entre empregador e funcionário no home office também traz outra desvantagem. E, dessa vez, claramente sentida pelas duas partes.

Não estando em contato de forma tão frequente quanto estariam presencialmente, a percepção de desenvolvimento profissional por parte do empregador fica comprometida.

Em estudo realizado pela Universidade Stanford, foi concluído que a possibilidade de promoção de quem trabalha remotamente é 50% menor.

Ou seja, o distanciamento entre as partes impede que a empresa perceba o funcionário com todas suas qualidades.

E a sua empresa, como fica?

Como vimos ao longo desse artigo, é preciso que a empresa faça um bom estudo antes de se iniciar no home office. Mesmo esse sendo considerado moderno e o futuro do modelo de trabalho.

Isso porque não são todas as empresas – ou funções – que são compatíveis com o trabalho remoto. Ao mesmo tempo que uma empresa pode ter alguns serviços específicos realizados remotamente, outros não poderão ser exercidos dessa forma.

E vale ainda lembrar que esse é um modelo de trabalho que se encaixa melhor com funções ligadas a alguma área da tecnologia. Não teria como, por exemplo, um profissional de RH trabalhar remotamente, mesmo que equipado com ferramentas automáticas de gestão. Isso porque ele precisa lidar com o pessoal (mesmo que remoto) diariamente).

Esperamos ter respondido às suas dúvidas referentes à utilização do home office por parte de empresas. Para se aprofundar mais sobre relações de trabalho nas empresas, baixe nosso e-book “Guia trabalhista simplificado para empresas“.

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