Como gastar menos com a manutenção de equipamentos da empresa?

Diante do cenário de crise econômica, as empresas brasileiras tiveram que ajustar seus orçamentos e cortar custos, para se adaptarem à nova realidade do mercado. Entretanto, quando o assunto é a manutenção de equipamentos, surgem uma série de dúvidas, como: quanto uma empresa deve gastar com isso?, ou, é indicado cortar os recursos destinados à manutenção de equipamentos?

Pensando pelo lado financeiro, uma despesa sempre representará uma saída de recursos e, por isso, quanto menor forem as despesas com a manutenção, melhor para o caixa da empresa.

Entretanto, a manutenção de equipamentos é um custo que merece atenção especial, porque, associada à ela, estão a segurança do trabalho dos operadores de equipamentos, a sustentação do padrão de qualidade dos produtos e o cumprimento dos prazos de entrega.

Manutenção de equipamentos: custo ou investimento?

A maior parte das empresas no Brasil ainda vê a manutenção de equipamentos como um custo, embora apenas uma pequena parcela delas faça a gestão dos gastos com essa atividade.

Por outro lado, alguns segmentos da indústria de base e infraestrutura brasileira estão iniciando aqui uma prática que já é forte em outros países: a gestão de ativos. De forma resumida, a gestão de ativos pode ser entendida como um novo pensamento de gestão, em que a manutenção de equipamentos é considerada como uma ferramenta (e não um custo!), que proporciona resultados melhores de produção, vendas e lucratividade.

De acordo com a Associação Brasileira de Manutenção e Gestão de Ativos (Abraman), as empresas industriais de base gastam, em média, 4% do seu faturamento bruto com a manutenção de equipamentos. Entretanto, a manutenção periódica evita que a linha produção ou a prestação de serviços sejam paralisadas.

Isso é altamente rentável para as empresas, já que aumenta a disponibilidade do produto ou serviço no mercado e, assim, contribui para a fidelização de clientes.

Manutenção preventiva = redução de custos operacionais

Pensar a manutenção de equipamentos de forma estratégica, e não como um custo, pode abrir novos horizontes para uma empresa. O presidente da Abraman, João Ricardo Lafraia, defende que a visão da manutenção como um custo deve mudar. Segundo ele, as empresas precisam entender que investir em manutenção aumenta o faturamento.

Um caso de sucesso, que ilustra o pensamento da gestão de ativos, é a queda no índice de paradas forçadas de equipamentos da AES Tietê. Essa empresa é uma das principais geradoras de energia elétrica do país, que conta com nove usinas hidrelétricas hoje.

Em 2010, a empresa adotou a gestão por ativos e, em três anos, reduziu as paradas não programadas de máquinas em 80,6%. Isso permitiu, além da continuidade da prestação dos serviços, a não interrupção na geração de receita e, também, deixou de impactar a vida de milhares de clientes.

Então, como otimizar os custos com a manutenção de equipamentos?

Como visto, a manutenção de equipamentos é um processo importante para as empresas e que precisa ser executado periodicamente. Entretanto, há algumas formas de otimizar os custos com a manutenção, que podem aumentar, ainda mais, a margem de lucro das empresas. Veja algumas delas:

Escolher fornecedores de qualidade

Bons produtos apresentam poucos ou nenhum defeito. Essa máxima deve ser considerada no momento da escolha dos fornecedores e dos produtos que eles oferecem. O setor de compras das empresas precisam avaliar as características dos produtos ou serviços a serem adquiridos, comparando-os com os concorrentes.

Sempre que possível, o gestor de compras deve testar o produto antes da compra, ou, pelo menos, buscar referências de outros clientes, que já utilizam a mesma solução. Assim, será possível conhecer detalhes sobre o produto, identificando se ele atende às expectativas e quais são os seus pontos negativos.

Apostar em manutenções preventivas

Como foi dito, as manutenções preventivas são essenciais para manter o nível de qualidade do produto, a segurança dos empregados que trabalham na linha de produção e também a continuidade da entrega para o cliente.

O primeiro passo para implementar as manutenções preventivas é criar um programa estratégico de manutenções, com um cronograma para cada equipamento, que deve ser seguido religiosamente.

Para saber quando e como realizar as manutenções nos equipamentos, basta consultar o fabricante e o manual de uso do produto.

As manutenções preventivas são mais baratas que as corretivas, pois, como são programadas, é possível redistribuir a produção entre os outros equipamentos, além de preparar o estoque de peças com antecedência, para adquirir materiais que venham a ser trocados durante o procedimento.

Desenvolver programas de sugestão de melhorias

Os programas de sugestão de melhoria são interessantes para as empresas porque, ao mesmo tempo em que incentivam a atuação dos colaboradores nos projetos internos, eles impulsionam o desenvolvimento de soluções inovadoras e, geralmente, de baixo custo, para problemas cotidianos.

Outra vantagem dessa iniciativa é que ela desperta nos colaboradores o “sentimento de dono”, já que o programa busca estimular o senso de responsabilidade dos participantes.

Assim, os colaboradores tornam-se mais comprometimentos com a produtividade, com a segurança no ambiente de trabalho (o que implica diretamente na conservação dos equipamentos) e também com a redução de custos.

Dessa maneira, os programas de sugestão de melhorias podem ser uma ótima alternativa para conscientizar os colaboradores quanto à importância de se manter as boas condições de uso dos equipamentos.

Isso faz com que as pessoas sejam mais cuidadosas com as ferramentas de trabalho e, consequentemente, reduz a necessidade de manutenções de equipamentos por mau uso no dia a dia.

Você tem outra dica sobre manutenção de equipamentos ou gestão de ativos? Compartilhe conosco, deixando seu comentário.

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