A gestão da jornada de vigilantes envolve desafios operacionais e legais que exigem mais do que um controle de ponto tradicional. O trabalho ocorre, na maior parte do tempo, dentro das instalações do cliente, em turnos noturnos, finais de semana e feriados, com pouca ou nenhuma supervisão direta da empresa terceirizada.
Dentro desse cenário, falhas no registro da jornada se tornam mais comuns. Um exemplo recorrente é o registro indevido de ponto, quando um colaborador realiza a marcação no lugar de outro. Soma-se a isso a atuação em locais sem internet e a complexidade de escalas como a 12×36. Para empresas terceirizadas, estruturar um controle confiável deixa de ser apenas uma questão operacional e passa a ser uma medida de proteção jurídica e contratual.
O que você vai ver neste conteúdo
O que torna o controle de ponto para vigilantes diferente de outras operações?
A atividade de vigilância possui particularidades que impactam diretamente o controle da jornada. O vigilante raramente atua dentro da empresa contratante do serviço, o que limita a fiscalização presencial e aumenta a dependência de registros confiáveis.
Alguns fatores tornam esse controle mais sensível:
- postos distribuídos em diferentes endereços;
- regras específicas definidas em contrato com cada cliente;
- atuação constante em horários noturnos;
- trabalho habitual em domingos e feriados.
Como a responsabilidade por falhas na jornada pode atingir tanto a terceirizada quanto o tomador do serviço, qualquer inconsistência no ponto representa um risco relevante para a operação.
Por que a escala 12×36 exige atenção redobrada na vigilância?
A escala 12×36 é amplamente adotada na vigilância patrimonial por permitir cobertura ininterrupta dos postos. Apesar disso, trata-se de um regime que exige controle rigoroso para evitar erros.
Entre os pontos que demandam atenção estão:
- formalização por acordo individual ou coletivo, conforme a CLT;
- controle correto do intervalo intrajornada;
- observância das regras previstas em convenções coletivas;
- repetição correta dos ciclos de trabalho e descanso.
Quando a escala de trabalho é configurada diretamente no sistema de ponto, o controle passa a refletir exatamente a jornada acordada, reduzindo ajustes manuais e inconsistências no fechamento da folha.
Como recursos antifraude fortalecem o controle de ponto na vigilância?
Em operações externas, o controle de ponto enfrenta um desafio estrutural: a ausência de supervisão direta. Quando o vigilante atua dentro das dependências do cliente, longe da sede da empresa terceirizada, a simples marcação de horário deixa de ser suficiente para garantir a veracidade da jornada registrada.
Sem validações adicionais, surgem situações comuns no setor, como marcações realizadas fora do posto, registros feitos por terceiros e ajustes posteriores sem comprovação. Além de comprometer a confiabilidade do ponto, esse cenário fragiliza a relação com o cliente e expõe a empresa a riscos trabalhistas e contratuais.
Recursos antifraude atuam exatamente nesse ponto. A geolocalização restringe o registro de ponto ao perímetro autorizado do posto, impedindo marcações feitas em locais diferentes do previsto em contrato. Já o reconhecimento facial valida a identidade de quem está registrando a jornada, eliminando a possibilidade de um colaborador marcar o ponto no lugar de outro.
O impacto desses recursos vai além da prevenção de fraudes. Eles ajudam a estruturar um controle mais robusto e auditável:
- confirmação de que o vigilante estava no local correto no momento do registro;
- identificação clara de quem realizou cada marcação;
- redução de ajustes manuais e correções posteriores;
- maior segurança em fiscalizações e auditorias trabalhistas;
- mais transparência para o cliente tomador de serviço.
Além da tecnologia, processos bem definidos fortalecem ainda mais o controle. Orientar vigilantes sobre o uso correto do ponto, estabelecer regras claras para exceções e revisar registros de forma periódica ajudam a manter a consistência da jornada ao longo do tempo.
Com validações antifraude, o controle de ponto deixa de ser apenas um registro de horários e passa a funcionar como uma ferramenta de proteção jurídica, organização operacional e confiança entre terceirizada, colaborador e cliente.
Como garantir o registro de ponto em postos sem internet?
Nem todos os postos de vigilância oferecem condições técnicas ideais para o controle de jornada. Ambientes industriais, canteiros de obra, áreas rurais, portarias isoladas ou locais com restrições de rede são comuns na rotina da vigilância patrimonial. A falta de conexão não pode ser um impeditivo para o registro correto da jornada, já que a obrigação legal permanece a mesma.
Quando não há uma solução adequada, surgem problemas recorrentes. Vigilantes deixam de registrar horários no momento correto, o DP precisa reconstruir jornadas de forma manual e ajustes passam a ser feitos com base em relatos, planilhas paralelas ou informações incompletas. Tudo isso aumenta o risco de erro, inconsistência e questionamentos trabalhistas.
Para isso, sistemas como o Fortime contam com a possibilidade de registrar o ponto offline. Assim, o vigilante consegue registrar entrada, saída e intervalos normalmente, mesmo sem qualquer acesso à internet. As marcações ficam armazenadas de forma segura no dispositivo utilizado e são sincronizadas automaticamente assim que a conexão é restabelecida, sem necessidade de intervenção manual.
Além da tecnologia, algumas práticas ajudam a tornar esse controle mais confiável:
- mapear previamente quais postos operam sem conexão ou com internet instável;
- orientar vigilantes sobre o uso correto do ponto offline;
- definir rotinas de conferência após a sincronização dos dados.
Esse modelo garante continuidade no controle da jornada, preserva o histórico de ponto e reduz significativamente a necessidade de correções posteriores. Com registros consistentes, mesmo em locais sem internet, a empresa terceirizada mantém conformidade legal, previsibilidade no fechamento da folha e mais segurança na gestão dos contratos de vigilância.
Como evitar erros no adicional noturno e nas horas extras?
A atuação noturna é uma constante na vigilância e torna o cálculo do adicional noturno e das horas extras um dos pontos mais sensíveis da folha de pagamento. Entre 22h e 5h, aplicam-se regras específicas que variam conforme legislação e convenções coletivas, exigindo atenção permanente do Departamento Pessoal. Quando esse controle falha, os erros se acumulam mês após mês e se transformam em passivos trabalhistas relevantes.
Além do trabalho noturno, a vigilância convive com extensões de jornada, coberturas emergenciais e substituições de última hora, situações que aumentam a incidência de horas extras. Sem critérios claros e registros confiáveis, esses acréscimos acabam sendo lançados de forma manual, muitas vezes com base em informações incompletas.
Algumas práticas ajudam a reduzir riscos e tornar esse controle mais seguro:
- padronizar regras internas para adicional noturno e horas extras, alinhadas às convenções coletivas da categoria;
- orientar vigilantes e supervisores sobre horários, limites de jornada e registro correto do ponto;
- revisar escalas com frequência para evitar extrapolações não planejadas;
- cruzar registros de ponto com escalas e contratos do cliente;
- manter processos claros para coberturas e substituições emergenciais.
A tecnologia entra como um apoio essencial dentro desse conjunto. Um sistema, como o Fortime, que calcula automaticamente adicional noturno e horas extras a partir da jornada registrada reduz falhas humanas, aplica as regras de forma consistente e facilita auditorias internas. Com processos bem definidos e apoio tecnológico, o fechamento da folha se torna mais previsível, seguro e alinhado à realidade da operação de vigilância.
Quer se aprofundar no tema de horas extras e entender como evitar erros que geram ações trabalhistas?
Assista ao vídeo completo que preparamos e veja os principais pontos de atenção na prática.

Perguntas frequentes sobre o controle de ponto para vigilantes
Como evitar que um vigilante bata ponto pelo outro?
Fraudes no registro de ponto acontecem, principalmente, em operações externas sem supervisão direta. Para evitar esse tipo de prática, é essencial adotar validações que confirmem identidade e local no momento da marcação. Recursos como reconhecimento facial e geolocalização garantem que apenas o próprio vigilante registre o ponto e que isso aconteça no posto autorizado, reduzindo riscos operacionais e trabalhistas.
O vigilante pode usar o próprio celular para bater ponto?
Pode, desde que o controle de ponto esteja em conformidade com a Portaria MTE nº 671. A norma permite o registro eletrônico da jornada por dispositivos móveis, como o celular do próprio vigilante, desde que o sistema garanta identificação do usuário, integridade dos dados e possibilidade de fiscalização. Com validações como geolocalização e reconhecimento facial, o registro se mantém seguro e adequado à rotina da vigilância.
Como funciona o controle de ponto em locais sem internet?
Em postos sem conexão, o ponto offline garante o registro da jornada normalmente. O vigilante registra entrada, saída e intervalos mesmo sem internet, e as informações ficam armazenadas de forma segura no dispositivo. Quando a conexão é restabelecida, os dados são sincronizados automaticamente, mantendo o histórico completo e evitando ajustes manuais posteriores.
Como calcular adicional noturno automaticamente?
O cálculo automático do adicional noturno parte da jornada registrada no ponto. Sistemas como o Fortime identificam as horas trabalhadas no período noturno, aplicam o adicional previsto em lei ou convenção coletiva e consideram a hora noturna reduzida, quando aplicável. Com isso, o Departamento Pessoal reduz erros, ganha agilidade no fechamento da folha e aumenta a segurança jurídica da operação.
Conclusão
O controle de ponto para vigilantes exige soluções pensadas para a realidade da terceirização. Postos externos, escalas específicas, atuação noturna e risco de fraude tornam controles manuais insuficientes para sustentar a operação.
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