Quem nunca sentiu aquela ansiedade no final do domingo ao se dar conta de que o próximo dia seria o início da semana de trabalho, trazendo consigo a retomada da rotina? Se você se identifica com essa sensação, talvez seja interessante conhecer o conceito “segunda-feira mínima“.

Embora tenha surgido nas redes sociais, sua influência se estendeu rapidamente para empresas de diversos setores, suscitando debates sobre seu impacto na saúde mental dos colaboradores.

Se você ficou curioso para saber o significado da “segunda-feira mínima”, suas práticas e como implementá-la em um ambiente corporativo, não deixe de conferir o nosso conteúdo. Boa leitura!

O que é segunda-feira mínima?

Também conhecido como “bare minimum monday”, esta abordagem envolve a realização do trabalho essencial como uma forma de compensar as demandas que estão por vir durante uma semana. Além disso, busca suavizar a transição entre o final de semana e os dias de trabalho.

A “segunda-feira mínima” surgiu a partir do conceito de demissão silenciosa, “quiet quitting” em inglês. Nesse contexto, os profissionais diminuem suas atividades e ritmo na segunda-feira.

O conceito foi desenvolvido inicialmente por Marisa Jo Mayes, que, ao sair de seu emprego como vendedora de produtos médicos, se encontrou em uma situação semelhante.

Sua decisão de migrar do emprego convencional para o empreendedorismo foi impulsionada pelo burnout e pelas pressões do trabalho, mas ela logo percebeu que muitos dos problemas foram enraizados em suas próprias atitudes.

Mayes compartilha que costumava criar listas extensas de tarefas para as segundas-feiras na esperança de restaurar seu bem-estar por meio da produtividade. No entanto, essa abordagem a deixou ansiosa aos domingos, gerando uma pressão tão intensa quanto ou até maior do que a experiência de trabalho anterior. Foi então que ela desenvolveu a ideia da segunda-feira mínima.

Em vez de elaborar listas irrealistas com inúmeras tarefas, Mayes passou a focar em apenas duas ou três. O resultado foi:  menos estresse e mais tempo às atividades que beneficiam sua saúde mental.

Assine a Newsletter da Ortep e receba as novidades em primeira mão

Qual o objetivo da segunda-feira mínima?

O objetivo da segunda-feira mínima visa facilitar a transição suave entre o descanso e a retomada das atividades, buscando:

  • Reduzir a carga de trabalho após os dias de folga, promovendo um dia leve e tranquilo, com uma prioridade para um ritmo desacelerado;
  • Priorizar o autocuidado, respeitando o ritmo do corpo e dedicando tempo para atividades que promovam o equilíbrio físico, emocional e mental;
  • Estabelecer um equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, definindo limites claros, como horários de trabalho, e reservando tempo para atividades pessoais que contribuem para o bem-estar.
Leia também:  Atestado médico: o empregador pode recusar?

Qual a diferença da segunda-feira mínima e da jornada 4×3?

A jornada de 4×3, como o próprio nome indica, propõe conceder aos colaboradores um dia adicional de descanso, ou seja, o profissional trabalha 4 dias na semana e tem 3 dias de descanso.

Mesmo em fase experimental, esse tipo de jornada mostrou resultados promissores, influenciando positivamente a produtividade e o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional.

Mas como a segunda-feira mínima está relacionada com essa jornada de trabalho?

A principal semelhança reside na redução das horas efetivas de trabalho, sem comprometer a produtividade. Ao possibilitar uma segunda-feira mais leve, os colaboradores têm a liberdade de escolher tarefas prioritárias, dedicando-se mais à saúde mental e física.

De acordo com a proposta da semana de 4 dias, essa abordagem tende a fortalecer a relação entre o trabalhador e a empresa.

Embora esses termos tenham essas semelhanças, eles possuem significados e são diferentes em sua aplicação.

E falando na principais escalas de trabalho permitidas pela CLT, que tal darmos uma olhada no vídeo que compartilhamos em nosso canal?

Assistir vídeo vídeo youtube

Quais as vantagens da segunda-feira mínima?

A adoção das segundas-feiras mínimas traz benefícios não apenas para os funcionários que optam por essa prática, mas também para as empresas que incorporam esse modo de operar no início de cada semana. Sendo assim, vejamos algumas das vantagens a seguir:

Atração de talentos

A segunda-feira mínima pode ser um atrativo para profissionais que valorizam um equilíbrio de vida e não independente de longas jornadas para obter resultados. Empresas que oferecem essa flexibilidade tendem a atrair esse tipo de talento.

Além disso, seguindo nessa linha, essa prática também ajuda a reter os talentos que já fazem parte da empresa, diminuindo as taxas de turnover.

Clareza na distribuição de tarefas

A segunda-feira mínima exige uma distribuição mais eficiente das atividades ao longo da semana, incentivando uma melhor organização do cronograma. Mesmo com menos tempo disponível, as entregas precisam ser gerenciadas de maneira eficaz.

Aumento do bem-estar dos colaboradores

Permite que os colaboradores iniciem uma semana de trabalho de forma flexível, reduzindo o estresse e proporcionando um começo de semana mais suave. Dessa forma, o colaborador não sofre de ansiedade após terminar o seu dia de descanso.

Melhoria do clima organizacional

A implementação de políticas de trabalho flexíveis, como a segunda-feira mínima, permite aos funcionários equilibrar melhor suas vidas pessoais e profissionais. Práticas como home office e flexibilidade de horários também impactam positivamente o clima organizacional.

E quais são os riscos para a empresa?

Esta é uma tendência que ganhou destaque recentemente, ou seja, ainda é cedo para medir completamente seu impacto nos colaboradores e na produtividade da empresa.

Leia também:  Como fazer o controle de ponto remoto de forma eficiente e segura?

Um exemplo prático de como uma segunda-feira mínima pode causar perturbações nas empresas e em suas rotinas é que esse dia frequentemente é utilizado para a programação da semana. Portanto, algumas reuniões precisam ser remarcadas, por exemplo.

O “atraso” do trabalho que deveria ocorrer na segunda-feira acaba afetando os dias seguintes, o que, combinado, pode criar uma percepção coletiva de que essas funções não são essenciais.

No entanto, esses desafios podem ser superados por meio da reorganização do trabalho e pela incorporação de novos elementos à cultura organizacional.

É importante também estar atento a outros fatores que podem desencadear a “síndrome da segunda-feira”, como excesso de demandas, rotinas inflexíveis, um ambiente organizacional tenso, entre outros.

Como implementar a segunda-feira na empresa?

Como já mencionamos, a prática da segunda-feira mínima pode trazer benefícios significativos para o bem-estar dos colaboradores e para o clima organizacional.

Nesse contexto, o setor de RH desempenha um papel fundamental na efetivação e sustentação dessa estratégia.

À equipe de RH cabe o papel de promoção e comunicação à empresa que a adoção da segunda-feira contribui, no mínimo, positivamente para o bem-estar e a satisfação de cada colaborador.

Além disso, é responsabilidade do RH enfatizar a importância de manter o nível de desempenho, mesmo em um dia da semana mais leve.

Além de promover a conscientização, o RH deve acompanhar de perto o progresso das mudanças. Esse acompanhamento envolve a realização de pesquisas de satisfação, análise de métricas de desempenho, KPI’s e obtenção de feedback contínuo dos funcionários.

Caso necessário, o RH deve estar preparado para realizar adaptações nas estratégias, garantindo a eficácia e a facilidade da prática de segunda-feira mínima na cultura organizacional.

 

Economize tempo, dinheiro e papel com o registro de ponto digital